Alcoolismo

 

Só podemos classificar uma pessoa como dependente do álcool quando ela deixa em segundo plano o seu trabalho, a parte afetiva e até a família. A causa normal de uma fuga para o álcool são as regras morais, sociais, as imposições, ou seja, um ambiente muito pesado, sem satisfação pessoal. Nesse momento, ele só pensa em fugir para o álcool ou drogas. Importante observar que todo o alcoolista ou drogado gosta de sua família, de seu companheiro e nunca quer se afastar da casa, pois se ele se afastasse, acabaria as tensões e não teria motivo para se drogar ou beber. Buscando as causas que o fazem beber ou buscar drogas mais pesadas; sem provocar abstinência nenhuma ele para totalmente. ([ver link abstinência]).
Trabalhei muitos anos em dois hospitais onde havia enfermarias de drogados e alcoolistas. Observei duas fases distintas de tratamento. Quando era permitido as visitas ou os fins de semana em casa, nunca soube de um caso que se curou, pois sempre tem uma “mãe de alcoolista”, ou seja, um familiar ou amigo que financia o vício, ou que dá apoio. Imaginem quando chega um marido bêbado em casa, tropeça, vomita no tapete, que faz sua mulher? Leva-o para tomar banho, veste-o, coloca-o na cama quentinha, faz um café bem quente para ele, limpa as porcarias que deixou na sala. E vai dormir do seu lado. No outro dia, quando ele está sóbrio, diz que nunca mais vai ajudar ele. Ou seja, ajudou ele a beber, sabe que sempre que chegar a casa e ganhará carinho.
Fizeram-me uma pergunta num programa de rádio: “Porque uma mulher de alcoolistas continua com ele durante anos?” – Respondi: “Por uma razão muito lógica: quando ele está bêbado chama ela de amor, dá beijos nela e até transa. Quando está sóbrio nem olha para ela”.